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Escola Senador Correa : Memória da Obra de Restauração
A escola Senador Correa, prédio do século XIX, tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, não foi uma obra comum, pois não se tratava apenas de uma restauração, mas também de uma reforma profunda, como a inclusão de um novo pavimento e novas instalações.
A escola para ser usada como tal, teve que se adequar as normas atuais, sendo criado um pavimento de subsolo para abrigar vestiários, sanitários, refeitório e cozinha industrial com despensa. A execução do subsolo foi uma obra bastante delicada que exigiu análise estrutural criteriosa. Verificou-se que não existiam pilares, nem vigas na edificação, as paredes eram autoportantes construídas em pedra bruta medindo 30 cm de espessura. Para executar o subsolo foi feita escavação de 1,80m com posterior execução de laje e parede de subpressão com espessura média de 20 cm e altura de parede de aproximadamente 1,50 m. Durante a execução foi necessário rebaixamento de lençol freático. O subsolo foi todo impermeabilizado e recebeu acabamento em cerâmica. Para atender às normas de iluminação e ventilação, foram criados vãos nas alvenarias exigindo um trabalho especial de corte em pedra com ferramentas manuais.
Foi também instalado um elevador e rampa para garantir a acessibilidade universal, assim como um banheiro para portadores de necessidades especiais. No primeiro e segundo andar, foram implantadas novas instalações elétricas (com ampliação da iluminação), telefone, hidráulica e outras, incluindo previsão para sala de informática. Foram também criados banheiros para professores, infantis e convencionais, casa de máquinas de incêndio e de exaustão mecânica.
Além de tudo foi feita a recuperação do telhado, piso de madeira, forro do teto e piso externo em ladrilho hidráulico. Todas as madeiras receberam tratamento para prevenção de cupins. Algumas paredes foram substituídas por Dry-Wall, outras de tijolos maciços receberam reforços estruturais. O pé direito varia de cinco a seis metros de altura. Existem paredes de trinta centímetros em pedras brutas, onde foram criados novos vãos.
A fachada recebeu um tratamento diferenciado com pesquisa da cor original, recuperação de sancas, limpeza das pichações para as pedras do muro e para ferrugens nas grades. Essa obra contou com a participação de vários profissionais especializados para resgatar seu original o máximo possível, conservando, assim, as características do prédio.
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